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Saiu na mídia – O Ministério da Educação e o tamanho do problema de TI no Brasil

Pesquisadora do campo da Tecnologia da Informação, Yasodara Córdova usou seu blog para publicar texto no qual analisa o enorme desafio que a área tem no Brasil, especialmente devido à grande base de usuários que o país apresenta. Com foco no governo federal, cujos sistemas devem atender a toda população, a programadora abordou – dentre outros temas – a privatização de Dataprev e Serpro. Segundo ela, os futuros compradores dessas empresas receberão, além dos dados dos cidadãos, contratos praticamente vitalícios com a União, deixando a tecnologia que sustenta o funcionamento do Estado brasileiro em um monopólio privado que terá pouco incentivo para melhorar seus serviços, uma vez que seus clientes (o povo) estarão sempre garantidos.

Ela destaca que Dataprev e Serpro não podem ser privatizadas, e que o caminho certo a ser tomado com essas empresas é boa gestão e investimentos bem-feitos:

Outro exemplo de como a transição dos governos para o digital pode ser mal feita é a possibilidade de privatização do Serpro e da Dataprev – ambas empresas que guardam muitos dados pessoais de Brasileiros, portanto não podem ser privatizados. A venda dessas empresas, o Serpro e a Dataprev de porteira fechada significa que o governo não sabe como manter e garantir a sustentabilidade dessas empresas, que são vitais para a correta entrega de serviços pelo estado brasileiro. Uma grande responsabilidade da qual querem se livrar, mas o caminho certo seria investir em inovação e treinamento para os funcionários públicos e lideranças técnicas – e nao políticas, inclusive o presidente dessas empresas públicas.”

Sobre o pouco incentivo que os compradores de Dataprev e Serpro terão para prestar bons serviços, ela escreve:

A ideia de vender tudo também não ajuda, porque nada garante que empresas privadas farão o melhor que podem para o cidadão, uma vez que terão que gerar lucro, mas não vão precisar conquistar nem fidelizar ninguém: quem comprar a Dataprev e o Serpro vai receber de mão beijada uma base de usuários enorme, do tamanho do Brasil, e um contrato vitalício com o governo brasileiro, com pouquíssimas contrapartidas – e sabemos bem como funcionam as contrapartidas no Brasil. Em resumo, um baita negócio.”

Privatizar a TI pode ser um tiro no pé: empresas terceirizadas para prestar serviços que o governo deveria prestar não se preocupam com o correto atendimento dos clientes… porque as pessoas serão obrigadas a usar esse serviço – e as empresas não terão que conquistar nem fidelizar ninguém. Só precisam fazer o mínimo, e receber gordos pagamentos do governo regularmente.”

Para ler a matéria completa, clique aqui.

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