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Uma LIVE para você conhecer os avanços e novidades da campanha Salve Seus Dados.

Um encontro para você saber tudo sobre as ações da nossa companha no Congresso e nas redes sociais. O que foi feito até agora, os próximos passos, informações sobre a PEC 17 e muito mais.

Com a participação de profissionais das empresas que estão ajudando a construir a campanha Salve Seus Dados: Veredas, A Máquina e Estúdio Daniel Brandão.

⏰Anote aí: dia 28/09, às 19h.

Participe e fique por dentro das atividades que estão sendo desenvolvidas por você.

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Abandonado por Bolsonaro, megabanco de dados virou produto valioso na privatização do Serpro, diz Intercept

Por: The Intercept Brasil – Acesse a reportagem original aqui.

A desculpa era “modernizar o estado brasileiro” e “desburocratizar o governo”. Na época, em 2017, parecia uma boa ideia: criar um enorme banco de dados que reunia todos os tipos de informações sobre as pessoas, a um clique de distância, para ajudar gestores públicos a prevenir fraudes e na tomada de decisões. Mas o projeto GovData, criado por Michel Temer e engordado por Bolsonaro e Paulo Guedes com pelo menos 29 bases diferentes de dados – muitas delas ultrassensíveis –, está prestes a cair nas mãos da iniciativa privada.

Lançado pelo Ministério do Planejamento e pelo Serviço Federal de Processamento de Dados, o Serpro, em maio daquele ano, o GovData fazia parte de uma tendência mundial de “governança digital” para melhorar o funcionamento da máquina pública. Sob Bolsonaro, o projeto foi incorporado ao Ministério da Economia, junto ao extinto Ministério do Planejamento, e descontinuado em 2019 como ferramenta de governo. Desde então, ficou sob os cuidados do Serpro.

Hoje, o uso do GovData é nebuloso. Apesar dos poucos detalhes públicos sobre o programa, dá para saber que ele reúne dezenas de bases de dados  diferentes, com vários níveis de complexidade e sensibilidade. Algumas delas são mais administrativas e servem para contextualizar informações, como detalhes sobre o território brasileiro e nomenclaturas de bancos de dados. Mas outras contêm dados extremamente sensíveis sobre a população, especialmente a parcela mais vulnerável que recebe auxílio do governo.

A mais delicada delas é a do Cadastro Único para Programas Sociais, o CadÚnico. Sigilosa e de uso exclusivo de entes federais ou pesquisas, ela tem informações sobre famílias brasileiras em situação de pobreza e extrema pobreza. Por meio dela, é possível saber, por exemplo, se a pessoa recebe ajuda financeira de vizinhos, se tem uma boa relação com a família ou se faz parte de algum movimento social.

A real dimensão do GovData, no entanto, não está somente nas bases individuais que o compõem, mas sim em sua capacidade de cruzar diferentes conjuntos de dados que não foram desenhados para conversar entre si. Com isso, é possível descobrir ainda mais sobre pessoas cadastradas a partir dos chamados data lakes, do inglês lago de dados – aglomerados de bases de dados que passam a ser cruzadas.Como funciona

  • O GovData possui dezenas de bases de dados individuais, atualizadas por outros órgãos públicos.
  • Essas bases de dados alimentam um data lake – um aglomerado de fontes de dados. Imagine um grande lago abastecido por diversas correntes de água.
  • A ferramenta cruza essas informações para gerar painéis customizados para os clientes do Serpro.
  • É também disponibilizada uma API, ou seja, uma ferramenta que permite utilizar os dados em outras aplicações externas.

Nas mãos do governo, esses data lakes podem ser utilizados para fiscalização, combate a fraudes e inteligência para políticas públicas. Mas também para perseguição de grupos e indivíduos que, por exemplo, participam ativamente de movimentos sociais críticos ao governo e recebem benefícios sociais.

Se sob o governo os data lakes podem ser usados para perseguir economicamente um cidadão, nas mãos de uma empresa privada significaria um risco imensurável à privacidade, uma vez que dados sensíveis estariam potencialmente disponíveis para quem pudesse pagar, prejudicando scores de crédito e acesso a serviços, por exemplo.

De política pública a produto

Aideia de reunir o maior número possível de bancos de dados públicos surgiu em 2017, por iniciativa do Ministério do Planejamento. Em sua primeira versão, o GovData reunia informações de 14 bases de dados. A premissa era permitir que integrantes do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação, o Sisp, hospedassem ali suas informações e possibilitassem o cruzamento, a partir de outras bases públicas. A operacionalização do GovData ficou a cargo do Serpro e da DataPrev, a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social, em um contrato de R$ 23,9 milhões.

Já no ano de lançamento, 18 órgãos acessaram a base de dados como “degustação”. Ministério do Trabalho, da Ciência e Tecnologia, das Cidades, Anatel, Controladoria-Geral da União e Presidência da República foram alguns deles.

Em 2019, quando Jair Bolsonaro assumiu, o GovData foi absorvido pelo Ministério da Economia junto com o extinto Ministério do Planejamento. Nesse período, serviu para alimentar consultas a serviços de assistência social e exportação. Também ajudou a abastecer o mercado com dados sobre tecnologia da informação, segundo o próprio Ministério da Economia. E foi usado para “transformação de serviços”, jargão para definir a “simplificação e a oferta de serviços por meio de canais digitais”, disse o governo, sem especificar quais são.

O troca-troca de informações corria sem uma política de privacidade. Em uma resposta a um pedido via Lei de Acesso à Informação, o Ministério da Economia se limitou a dizer que havia três níveis de compartilhamento – amplos, restritos e sigilosos – e que os dados não eram anonimizados, porque o acesso seria feito só por “órgãos autorizados pelo gestor do dado”.

No fim de 2019, o Ministério da Economia garantiu que o GovData havia sido criado para uso interno do governo federal e que, por isso, só servidores desses órgãos poderiam ter acesso às informações, de forma restrita e controlada. Até aquele momento, o serviço havia custado aos cofres públicos mais de R$ 4 milhões e não gerava lucro. “O objetivo do projeto não é a geração de receita, mas sim a promoção da análise de dados no Governo Federal, com vistas a subsidiar a tomada de decisão em políticas públicas. Dessa maneira, não há que se falar em receita gerada”, disse o Ministério da Economia, em resposta a outro pedido de informações.

Mas, depois disso, as coisas tomaram um rumo incerto. Em resposta a mais um pedido feito pelo Intercept e pelo Núcleo com base na Lei de Acesso à Informação, o Ministério da Economia disse que o programa foi descontinuado em 2019 “devido à mudança de cenário gerencial e administrativo”.

No final daquele ano, Bolsonaro criou, por meio de um decreto, o Cadastro Base do Cidadão e o Comitê Central de Governança de Dados, megabases que reuniam mais de 50 diferentes tipos de dados dos cidadãos sob a tutela do Ministério da Economia. “O objetivo é que o Cadastro Base do Cidadão se consolide como a única referência de informações dos cidadãos para o governo”, declarou, na época, Luis Felipe Monteiro, secretário de Governo Digital do Ministério da Economia. O Cadastro Base não tem relação com o GovData.

Mas, abandonado pela pasta de Paulo Guedes, o projeto continuou dentro do Serpro. A empresa pública seguiu com contratos com os ministérios da Economia, do Meio Ambiente e da Infraestrutura – que, segundo o Serviço Federal de Processamento de Dados, utilizam sua solução para pensarem em políticas públicas “baseadas em evidências”. No total, os contratos dos ministérios com o Serpro, assinados em 2020, ultrapassam R$ 850 milhões, segundo o balanço da empresa – sem contar os serviços prestados para a Receita Federal. O GovData corresponde a R$ 3,62 milhões, segundo a assessoria de imprensa da estatal.

A empresa, no entanto, se recusou a responder quanto custou o desenvolvimento da ferramenta e quais os valores pagos pelo acesso à base de dados. Tampouco forneceu detalhes sobre os contratos dos órgãos públicos relacionados ao GovData ou seus preços. “As informações solicitadas encontram-se protegidas por sigilo empresarial e segredo industrial”, disse o Serpro, ao negar as informações. “O Serpro é prestador de serviços que atua em regime concorrencial, valendo-se de métodos de formação de preços próprios das empresas privadas”.

Se como estatal o Serpro é pouco transparente sobre os contratos que envolvem os nossos dados, o futuro pós-privatização é ainda mais nebuloso.

Privatização à espreita

Fundado em 1964, o Serpro presta serviços de tecnologia da informação, como processamento de dados, construção e hospedagem de aplicativos, execução de projetos sob medida e software, principalmente para o governo federal. A Receita Federal, por exemplo, rendeu R$ 1,5 bilhão ao Serpro no ano passado, enquanto a Diretoria de Administração Logística do Ministério da Economia pagou R$500 milhões à estatal.

Os negócios com o governo representam 85% da receita da empresa, mas a fatia do setor privado tem crescido – especialmente com medidas de cortes de gastos da administração pública federal. De 2019 para 2020, a participação de empresas privadas passou de 10% para 14% (R$ 390 milhões) do faturamento líquido, que foi de R$ 2,7 bilhões no ano. O maior cliente privado é o Banco Panamericano.

Apesar dos números positivos, em janeiro de 2020, o presidente Jair Bolsonaro assinou dois decretos autorizando a inclusão do Serpro e da DataPrev no Programa Nacional de Desestatização, o PND, como parte do cronograma de privatizações, desinvestimentos e liquidações do governo federal.

Por enquanto, o Serpro afirma que o GovData não está disponível para empresas privadas, mas o futuro desse gigantesco banco de dados é uma incógnita. Não há explicações governamentais claras sobre os rumos do produto digital. Os riscos, caso a privatização do Serpro se concretize, são muitos e vão além da privacidade e proteção de dados.

Um dos mais graves é o de ter uma empresa privada que poderá desfrutar de vantagens competitivas, caso seja mantido o acesso do Serpro às bases públicas de dados que o alimentam hoje, como explicou o pesquisador e professor de Direito Econômico da Universidade de São Paulo Diogo Coutinho em artigo para o Data Privacy Brasil, publicado em meados de julho.”Caso as estatais processadoras de dados existentes hoje sejam privatizadas, quem ficaria responsável pelo seu tratamento?”.

O anúncio da inclusão do Serpro e da Dataprev no PND foi recebido com resistência tanto por representantes do Congresso quanto do Tribunal de Contas da União, o TCU. Diversos parlamentares, como a deputada Benedita da Silva, do PT fluminense, e a senadora maranhense Eliziane Gama, do Cidadania, apresentaram projetos de lei para sustar o decreto de Bolsonaro.

No TCU, responsável por fazer recomendações sobre o patrimônio público, o ministro Vital do Rêgo disse que o processo de privatização das duas empresas demanda especial cautela e deve incluir decisão prévia sobre como manter a segurança da informação e governança sobre os dados públicos e privados custodiados por elas. Em acórdão, o ministro mencionou ainda o risco de prejuízo à segurança dos dados, à privacidade dos cidadãos e à segurança do estado.

O alerta também soou dentro das empresas. Servidores das duas instituições, apoiados pela Associação Nacional dos Empregados da Dataprev, criaram a campanha Salve Seus Dados para alertar sobre os riscos ligados à desestatização.

Em seu site, a iniciativa apresenta uma série de argumentos contrários à privatização das empresas, passando pelos riscos à proteção de dados do cidadão até a perpetuação de uma empresa privada na prestação de serviços ao estado, uma vez que a transferência desse volume de dados ao fim da vigência de um contrato não é tarefa simples.

Para funcionários do Serpro, nesse sentido a privatização pode aumentar custos para o estado e ocasionar a suspensão de serviços públicos por falta de pagamento, por exemplo.

O Ministério Público Federal pontuou que há entraves jurídicos já colocados que impediriam a privatização do Serpro e da DataPrev e ressaltou que a Lei Geral de Proteção de Dados, a LGPD, proíbe que empresas privadas sejam responsáveis pelo tratamento de dados pessoais com finalidade de segurança pública, defesa nacional, segurança do estado ou atividades de investigação e repressão de infrações penais.

A falha na identificação e gestão de riscos é um dos fatores que pode estar atravancando a transformação digital do governo brasileiro, avaliou o TCU no final de julho.

Entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, corresponsável pela execução do PND, anunciou que havia selecionado o consórcio Dados BR, que inclui o escritório de advocacia Machado, Meyer e as consultorias Accenture e BCW, para realizar uma consultoria sobre a desestatização do Serpro e da DataPrev.

De acordo com o anúncio, a primeira fase seria entregue dentro de poucos meses, o que não se concretizou até hoje. Segundo o site ITForum, os leilões, inicialmente previstos pelo governo para o primeiro semestre de 2022, foram adiados para o segundo semestre – mas ainda não há data para que eles aconteçam.

Esta reportagem foi feita em parceria com o Núcleo Jornalismo. É resultado de uma bolsa para investigações sobre tecnoautoritarismo, uma iniciativa da Associação Data Privacy Brasil de Pesquisa em parceria com o Intercept.

Acompanhe AO VIVO a audiência pública que vai debater a privatização da Dataprev e do Serpro

O próximo dia 20 de agosto vai ser extremamente importante para a proteção dos dados dos brasileiros e para o futuro das empresas que fazem esse trabalho: Dataprev e Serpro. Por isso, é fundamental a participação de todos preocupados com este tema.

Nesta data (20/8), a Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados vai realizar às 14h30, a audiência pública para debater pesquisas e indicadores sobre emprego e renda no Brasil e a privatização da Dataprev e Serpro.

Você pode acompanhar AO VIVO e ajudar divulgando a audiência através do link: https://edemocracia.camara.leg.br/audiencias/sala/2184

Articulada pela Campanha Salve Seus Dados, a audiência vai ser uma oportunidade para que os funcionários apresentem o importante papel exercido pelas duas empresas na manutenção e garantia do sigilo e na segurança de dados estratégicos para o Estado Brasileiro, para empresas e cidadãos em geral, como o sigilo fiscal dos contribuintes, informações do comércio exterior, segurança pública.

Convidados que vão participar da audiência pública

Para audiência, foram convidados:

DIOGO MAC CORD DE FARIA
Secretário Especial da Secretaria Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia

LÉO SANTUCHI
Presidente da Associação Nacional dos Empregados da Dataprev (Aned)

MARCO AURÉLIO SOBROSA FRIEDL
Representante dos empregados no Conselho de Administração do Serpro

CARLOS ALBERTO VALADARES PEREIRA
Presidente da Federação Nacional dos Empregados em Empresas e Órgãos Públicos e Privados de Processamento de Dados, Serviços de Informática e Similares – FENADADOS

VERA GUASSU
Representante da Frente Nacional dos Trabalhadores em Informática – FNI

EDSON SIMÕES CORREIA
Presidente do Sindicato dos Empregados de Empresas de Processamento de Dados do Distrito Federal – SINDPD-DF

MAX LENO DE ALMEIDA
Representante do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – DIEESE

ALEXANDRE ASSUNÇÃO E SILVA
Procurador da República e Coordenador do Grupo de Trabalho Tecnologia da Informação e Comunicação da Câmara de Consumidor e Ordem Econômica do Ministério Público Federal

A audiência pública poderá ser acompanhada na internet: https://edemocracia.camara.leg.br/audiencias/sala/2184

Conheça a Política de Privacidade da campanha Salve Seus Dados

A campanha Salve Seus Dados publicou a sua política de privacidade. Mas o que isto tem a ver com você?

Nossa Política de Privacidade é um documento que descreve as práticas que adotamos na nossa campanha em relação às informações dos apoiadores e todos aqueles que nos fornecem suas informações pessoais para recebimento dos comunicados do andamento da campanha.

Nela estão declaradas as empresas que foram contratadas para o desenvolvimento da campanha, assim como as obrigações legais firmadas em contrato sobre a destinação dos dados pessoais coletados .

Conheça a Política de Privacidade da campanha Salve seus Dados.
https://salveseusdados.com.br/politica-de-privacidade/

Vote para anular a desestatização do Serpro e da Dataprev

Estão em votação os Projetos de Decretos Legislativos (PDL) 2/20 e 3/20 que ANULAM os decretos do presidente Jair Bolsonaro que incluíram o Serpro e Dataprev no Programa Nacional de Desestatização (PND).

Os PDLs ainda não estão em pauta na Câmara, mas a votação dos projetos está ativa.

Vote e peça aos colegas e amigos pra votarem. Vamos nos mobilizar.

Para votar basta acessar os links abaixo:

PDL 2/2020 SERPRO: https://forms.camara.leg.br/ex/enquetes/2236278

PDL 3/2020 DATAPREV: https://forms.camara.leg.br/ex/enquetes/2236279

🤝 É muito importante que todos votem nos dois PDLs. A campanha #SalveSeusDados defende as duas empresas e que ambas mantenham-se públicas.

Deputada protocola projetos para sustar privatização da Dataprev e do Serpro

Mais uma ação protocolada visando defender Dataprev e Serpro. A deputada Benedita da Silva (PT/RJ) apresentou, nesta segunda-feira (17/05), dois Projetos de Decreto Legislativo que têm por finalidade sustar o Decreto nº 10.199, de 15 de janeiro de 202, e o Decreto nº 10.206, de 22 de janeiro de 2020, que qualificaram a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), respectivamente, no Programa Nacional de Desestatização.

Em sua justificativa, a deputada argumenta que para a venda das empresas se faz necessário lei específica, bem como ressalta a importância da Dataprev e do Serpro para a soberania e para a segurança nacional. Para embasar esses pontos, utilizou o Acórdão Nº 4035/2020, do Tribunal de Contas da União (TCU), e a Nota Técnica 02/2021, do Ministério Público Federal.

O pedido para sustar os Decretos se dá por compreender que os atos retiraram a competência do Congresso Nacional para deliberar a respeito, o que extrapola os limites do poder regulamentar. Essa é mais uma iniciativa articulada pela Campanha Salve Seus Dados.

Veja os projetos

Dataprev
https://bit.ly/3eQpFsB

Serpro
https://bit.ly/3uZxy4D

Relatório de prestação de contas – Abril 2021

No mês de abril, sexto mês de contribuição da campanha Salve Seus Dados, iniciamos muito bem a arrecadação, porém, a partir da terceira semana, praticamente estagnamos. Felizmente, e principalmente graças ao apelo de colegas, nos últimos dias do ciclo conseguimos atingir o mínimo necessário para o pagamento das despesas contratadas para mais 1 mês de campanhaO total arrecadado foi R$ 38.623,10, referente a 86% da nossa meta definida para o mês.

Sendo assim, firmamos mais uma vez nosso compromisso com as nossas empresas públicas – Dataprev e Serpro – e principalmente em continuar defendendo e protegendo os dados dos brasileiros.
O ciclo de maio já está ativo. Não deixe de fazer parte da campanha. #SalveSeusDados

Confira abaixo o balanço da campanha atualizado.

Segue o resumo da arrecadação da campanha nos últimos 3 meses:

Como de costume, segue o detalhamento financeiro da campanha:

Saldo total (A + B + C) em 30/04/2021:

R$123.489,23

Passou rápido e já estamos entrando na segunda metade da nossa arrecadação da campanha #SalveSeusDados e da luta contra a privatização da Dataprev e do Serpro. Agora estamos na arrecadação de maio, o nosso sétimo mês de arrecadação. Novamente, a nossa meta é de R$ 45.000,00. Esse dinheiro será utilizado para o pagamento do trabalho que os profissionais contratados farão no mês de julho.

Todos os links da campanha

Qualquer dúvida ou sugestão, não deixe de entrar em contato.

contato@salveseusdados.com.br

Continuem se cuidando contra o coronavírus!

Vamos unir forças e manter os protocolos de saúde e distanciamento para evitarmos mais perdas tão dolorosas.

Audiência Pública também no Senado: Senador Paulo Paim (PT/RS) apresentou requerimento para debater privatização da Dataprev e do Serpro

Protocolado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), O REQ 6/2021, apresentado pelo Senador Paulo Paim, requer a realização de audiência pública no Senado, com o objetivo de debater os “Riscos de privatização da Dataprev e do Serpro”, diante do impacto da venda das bases de dados previdenciários.

Na justificativa do requerimento, o senador enalteceu a importância da Dataprev e do Serpro para o país. “Essas empresas detêm o monopólio de desenvolvimento, guarda e manutenção de importantes e estratégicos sistemas de informação do Estado, tais como o imposto de renda, escrituração fiscal e previdência social, incluindo-se o cadastro e os pagamentos mensais dos benefícios previdenciários a dezenas de milhões de brasileiros”, argumentou.

Caso aprovado na Comissão, o requerimento sugere os seguintes convidados:

  • Leonardo Rolim – Presidente do instituto Nacional do Seguro Social – INSS;
  • Bruno Bianco – Secretário Especial de Previdência e Trabalho – Ministério da Economia;
  • Leonardo Santuchi – Presidente da Associação Nacional dos Empregados da Dataprev (Aned);
  • Marco Aurélio Sobrosa Friedl – representante dos empregados no Conselho de Administração do Serpro;
  • Representante da Federação Nacional dos Empregados em Empresas e Órgãos Públicos e Privados de Processamento de Dados, Serviços de Informática e Similares (Fenadados).

A assessoria parlamentar da Campanha Salve Seus Dados acompanhará a tramitação do requerimento.

Veja o Requerimento na íntegra:

https://legis.senado.leg.br/sdleg-getter/documento?dm=8951325&ts=1618406481028&disposition=inline

Veredas Inteligência Estratégica

Incêndio no maior data center da Europa evidencia acerto no investimento na Dataprev

No dia 10 de março o data center da OVH – o maior hosting da Europa – pegou fogo e deixou quase 4 milhões de sites fora do ar. 

Quase 4 milhões de clientes em todo o mundo ficaram sem seus sites depois do incêndio ocorrido na cidade de Estrasburgo, França, no último dia 10 de março. De acordo com a dona do data center, a empresa OVH, das quatro edificações que compunham o complexo de hospedagens, uma está destruída, uma parcialmente comprometida e duas seguem intactas, porém monitoradas. Não houve feridos.

Com o incêndio, bancos online, sites de comércio eletrônico e serviços de webmail saíram do ar, afetando não só os donos dos sites, mas impactando um grande número de pessoas e a economia. 

Data centers da Dataprev possuem certificação Tier III desde 2014

No Brasil, é difícil que haja um desastre como esse, principalmente na Dataprev. Em 2014, a direção da estatal optou por investir na modernização de seu parque tecnológico. Como resultado dos investimentos de  R$ 400 milhões em infraestrutura física e R$ 285 milhões em softwares e serviços, os data centers do Rio de Janeiro (1.028 m²), São Paulo (384 m²) e Brasília (225 m²) obtiveram o certificado Tier III, conferida pelo Uptime Institute. 

Desde então, os data centers têm capacidade para computação de alta disponibilidade e recursos redundantes de rede elétrica e refrigeração. Eles ainda são conectados por circuitos de alta velocidade, e há redundância nos três ambientes. Ou seja, quando um serviço sai do ar, um outro entra em operação garantindo a continuidade da operação. Além disso, o parque tecnológico da estatal conta com salas-cofres certificadas e blindadas, que funcionam 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Incêndio em Data Center na França – Bas-Rhin/Handout via REUTERS

O investimento feito e a certificação conquistada permitem que a Dataprev garanta a continuidade de negócios dos seus clientes, que são principalmente relacionados ao governo federal. Dessa forma, a empresa assegura que políticas públicas, programas sociais e outros serviços fundamentais para o funcionamento do país não sejam afetados.  

Somente para um de seus clientes, o INSS, a Dataprev realiza o pagamento de mais de 36 milhões de benefícios previdenciários mensalmente e 30 milhões de parcelas do seguro desemprego por ano. Além disso, a empresa foi responsável pelo processamento do auxílio emergencial, que atendeu 61,8 milhões de pessoas em 2020. 

Investimento feito será repassado à iniciativa privada em caso de privatização

Caso a Dataprev seja realmente privatizada, os investimentos e melhorias feitas ao longo dos anos serão repassados à iniciativa privada, provavelmente por uma fração do que foi gasto. É preciso levar em consideração que tais investimentos foram feitos com dinheiro público, para o benefício do trabalho para a população. Repassá-los à iniciativa privada pode ser considerado um desvio de finalidade, já que para contar com os usufruir dos serviços de uma empresa privada o governo tem que pagá-la, mesmo que a empresa tenha sido construída com o dinheiro dos contribuintes. 

Campanha Salve Seus Dados agora tem coluna no site Congresso em Foco

Neste sábado, 10 de abril, inauguramos a coluna dedicada à publicação de matérias da Campanha Salve Seus Dados no site Congresso em Foco. Serão pelo menos duas publicações semanais aos sábados e quartas ou quintas-feiras. As publicações serão do tipo identificadas, ou seja com a utilização da identidade visual da campanha.

O Congresso em Foco tem boa penetração junto aos parlamentares e assessorias parlamentares e conta com uma base de 20 milhões de leitores no último ano, o que permitirá ampliar significativamente o alcance da campanha. O espaço será também uma oportunidade para que trabalhadores da Dataprev e do Serpro possam assinar artigos para publicação.

Confiram a matéria inicial destacando a importância da Dataprev e do Serpro para a segurança dos dados pessoais.

Leia a primeira coluna da campanha Salve Seus Dados no site Congresso em Foco