Autor: eduardo

Em nota técnica, Dieese reforça importância de Serpro, Dataprev e outras empresas públicas para o Brasil

O Brasil precisa de empresas públicas estratégicas fortalecidas para enfrentar a crise pós-pandemia. Essa conclusão que já é de muitos brasileiros, foi reforçada por uma nota técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgada no último dia 25 de março.

O estudo, denominado “Uma visão panorâmica das empresas estatais federais e possibilidades de atuação no pós-pandemia” traz diversos apontamentos que confirmam o que a campanha Salve Seus Dados já vem dizendo sobre Dataprev e Serpro, empresas públicas e premiadas que gerenciam os dados dos brasileiros com segurança há anos. A expertise e experiência tornam essas e outras estatais fundamentais para o futuro da nação.

Segundo o Dieese, que é reconhecido pela confiabilidade das suas pesquisas e dados, “na atividade de tecnologia da informação (TI), cabe realçar o Serpro (1964) e a Dataprev (1974), empresas públicas controladas diretamente pela União que contam, respectivamente, com 9,2 mil e 3,6 mil empregados. Ambas são responsáveis pelos sistemas de armazenamento e processamento de dados da maior importância para o funcionamento da administração pública federal, a exemplo dos dados da Receita Federal e da Previdência Social, incluindo-se o cadastro e os pagamentos mensais dos benefícios previdenciários a dezenas de milhões de brasileiros. Também são responsáveis pelo desenvolvimento e gestão de soluções de TI para a oferta crescente de serviços digitais, especialmente no âmbito do e-governo, como é o caso da Carteira Digital de Trânsito”.

Dieese confirma que Serpro e Dataprev são cruciais para a soberania nacional


A nota técnica do Dieese reforça que além dos serviços prestados de suma importância citados acima, o Serpro e a Dataprev cumprem uma função estratégica para a soberania nacional e portanto precisam receber mais investimentos por parte da União e não serem privatizadas.


O estudo diz que “é preciso mencionar dois outros aspectos cruciais que justificam a manutenção dessas empresas sob o controle da União. Em primeiro lugar, evita-se que a privacidade de – potencialmente – toda a população brasileira possa vir a ser exposta a empresas privadas, inclusive multinacionais. Em segundo lugar, e talvez ainda mais relevante, evita-se entregar ao setor privado – especialmente às grandes empresas internacionais de tecnologia da informação – informações estratégicas que permitam não apenas conhecer profundamente os dados privados de cada cidadão ou cidadã brasileiros, como também, através do uso das tecnologias de psicometria e microtargeting (micro segmentação), promover manipulação em larga escala para fins comerciais e, até mesmo, para fins militares, ferindo gravemente a soberania nacional”. 

Para ler a nota técnica completa basta acessar o link https://www.dieese.org.br/notatecnica/2021/notaTec253Estatais.pdf

Nota de pesar e de solidariedade pelos colegas levados pela Covid-19

No momento em que o país ultrapassa a lamentável marca de 300 mil vidas perdidas para a  covid, a campanha Salve Seus Dados presta homenagem, em nome de todos os brasileiros, aos profissionais da Dataprev e do Serpro que, infelizmente, dão rosto e memória a esses números.

Os participantes da campanha Salve Seus Dados manifestam seu mais profundo sentimento a todos os familiares, amigos e colegas que vivenciam esse luto. No mesmo sentido, desejam muita força nesse período de perdas irreparáveis.

“Perdemos colegas queridos que dedicaram boa parte de suas vidas à construção de empresas públicas e de excelência. E é por eles que não podemos desistir. Mesmo com todas as dificuldades da pandemia e do home office, seguiremos lutando incansavelmente para manter Serpro e Dataprev como empresas públicas e de excelência, em respeito ao legado desses colegas”, afirmam.

Bem como, sugerem que todos reforcem os cuidados pessoais, com os familiares e entes queridos, nesse momento em que o país  atravessa um período extremamente crítico.

“É hora de estarmos unidos, mas a uma distância segura”, ressaltam os funcionários das empresas. Ao mesmo tempo em que relembram “Salve Seus Dados e a sua saúde também”.

Começa coleta de assinaturas para Frente Parlamentar pela Proteção dos Dados dos brasileiros

Na tarde da última terça-feira, 23, a deputada federal Lídice da Mata (PSB/BA) iniciou a coleta de assinaturas de deputados e senadores para a criação da Frente Parlamentar Mista pela Proteção dos Dados dos brasileiros.

A iniciativa já é o primeiro fruto das ações junto ao Congresso da Campanha Salve Seus Dados e tem como objetivo incentivar o debate público e implementar ações que ajudem a definir marcos legais que garantam a proteção de dados públicos, privados, de defesa e de segurança nacional no País.

O pedido de criação da frente foi protocolado dia 22 e baseou-se na onda de ataques cibernéticos ocorridos no Brasil desde o ano passado. Entre os órgãos afetados pelos ataques destacam-se o SUS, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Para a criação da Frente Parlamentar é necessária a assinatura de 198 parlamentares, sejam eles deputados federais ou senadores. Além disso, o presidente da Câmara, Arthur Lira, terá que dar o seu aval.

A deputada federal Lídice da Mata – (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

A privatização de empresas públicas de tecnologia aumenta os riscos

A privatização do Serpro e da Dataprev, estatais de tecnologia da informação e processamento de dados, aumenta os riscos para os brasileiros e para o Brasil. De acordo com a parlamentar, “ao analisar o nível de maturidade da segurança da informação na administração federal, o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou risco potencial com a privatização das principais estatais de TI federais: Serpro e Dataprev”.

No memo sentido, um estudo, elaborado pelo Grupo de Trabalho de Tecnologia da Informação e Comunicação da Câmara Consumidor e Ordem Econômica do Ministério Público Federal, aponta que, com a privatização do Serpro, bancos de dados com informações de todos os brasileiros poderão ser geridos por empresas terceirizadas, o que é vedado pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.

Já no caso de privatização da Dataprev há ainda outros riscos. A empresa pública é responsável pelo gerenciamento dos pagamentos de milhões de benefícios previdenciários e do seguro-desemprego. Além disso, a Dataprev, junto à Caixa Econômica, viabiliza o Auxílio Emergencial, uma política pública imprescindível para a segurança alimentar de milhões de brasileiros atualmente.

A deputada Lídice da Mata completa afirmando que a invasão em computadores e a disseminação de códigos maliciosos são uma realidade atual que gera riscos à economia brasileira. Por isso, viu a necessidade de trazer esse debate imediatamente para o Congresso Nacional.

Aposentados do SERPRO aderem à Campanha Salve Seus Dados

A luta contra as privatizações do SERPRO e da DATAPREV ganhou mais um forte aliado. Em reunião realizada com a Associação dos Participantes e Assistidos do SERPROS (ASPAS), foi firmado um acordo de colaboração com a campanha Salve Seus Dados.

A ASPAS possui mais de 1.200 associados espalhados pelo país, entre funcionários aposentados e da ativa. Além disso, a ASPAS atua na melhoria da qualidade de vida dos seus membros que são ligados ao SERPROS – a entidade de previdência complementar dos empregados do SERPRO.

Dentre os compromissos firmados, está a ampla divulgação da campanha a toda a sua base de filiados. Uma ação que visa dar conhecimento dos riscos da privatização destas empresas para a sociedade, e também para o fundo de previdência complementar, o SERPROS.

Para tanto, a ASPAS prevê postagens nas redes sociais e inserções em seus boletins semanais, que chegam a mais de 4 mil destinatários. Com isso, espera-se que haja um grande aumento da capilaridade da campanha com maior conscientização sobre a luta contra as privatizações. No mesmo sentido, há o desejo de que essa parceria possa agregar ainda mais colaboradores e aumentar as contribuições à campanha Salve Seus Dados.

Conheça mais sobre a ASPAS em:https://www.aspas.org.br/

Saiu na mídia – MPF afirma que privatização do Serpro ameaça a segurança nacional

Guilherme Amado, colunista da revista Época, publicou em seu blog a informação de que uma nota técnica emitida pelo Ministério Público Federal afirma que a privatização do Serpro poderia ameaçar a segurança nacional. De acordo com o texto da matéria, a nota foi enviada para o Ministério da Economia, o Tribunal de Contas da União e o BNDES; esse último encontra-se atualmente responsável por elaborar o projeto de venda do Serpro e também da Dataprev.

Segundo a coluna, a nota elenca os seguintes motivos para as suas ressalvas em relação à privatização do Serpro:

“O MPF argumenta que a privatização feriria a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, que determina que empresas privadas não podem tratar dados pessoais relacionados à segurança pública, à defesa nacional e à segurança do Estado, como é o caso do Serpro. A privatização também fará com que os bancos de dados possam ser geridos de forma terceirizada e a possibilidade de grupos estrangeiros terem acesso a documentos sigilosos poderia configurar crime contra a segurança nacional.”

A avaliação do MPF vai ao encontro de muitos dos tópicos abordados na campanha contra a privatização da Dataprev e do Serpro, uma vez que ambas as empresas são encarregadas de dados e sistemas que são essenciais e críticos para a soberania do Brasil.

Para ler a postagem do colunista, clique aqui.

Saiu na mídia – “Meu INSS”, desenvolvido pela Dataprev, recebe reconhecimento internacional

O Portal Mix Vale noticia que a plataforma Meu INSS, desenvolvida pela Dataprev, recebeu menção especial por parte do júri do Prêmio de Boas Práticas das Américas 2020. A premiação, promovida pela Associação Internacional de Seguridade Social (ISSA), reconhece boas práticas na administração de seguridade social implementadas pelos seus membros. Presente no evento, que ocorreu de maneira virtual devido à pandemia, o presidente da Dataprev, Gustavo Canuto, apontou a indicação à empresa como prova da importante transformação digital do Estado que a mesma está promovendo.

Segundo o presidente da Dataprev:

“Fica claro, mais uma vez, o quanto a tecnologia é um caminho importante para fazer o País avançar na gestão de suas políticas sociais e alcançar de forma rápida e segura quem realmente precisa e tem direito.”

Para saber mais sobre a matéria, clique aqui.

Saiu na mídia – TCU vê risco à segurança da Informação com vendas do Serpro e da Dataprev

Em reportagem do site Convergência Digital a respeito do Acórdão 4035/20 publicado pelo TCU, o jornalista Luís Osvaldo Grossmann analisa o conteúdo do documento. Nele, o ministro Vital do Rêgo enxerga riscos na privatização de Serpro e Dataprev, uma vez que as empresas são responsáveis por manter e suportar boa parte da infraestrutura tecnológica que sustenta o funcionamento da Administração Pública Federal. Além disso, o relatório aponta que a venda de ambas as empresas pode vir a causar danos à privacidade dos brasileiros, uma vez que os dados dos mesmos passarão para as mãos da iniciativa privada.

A reportagem afirma que:

“Ao analisar o nível de maturidade da segurança da informação na administração federal, o Tribunal de Contas da União identificou risco potencial com a privatização das principais estatais de TI federais, Serpro e Dataprev. Por isso, e ao lembrar que não há dados públicos que embasem a venda das duas empresas, determinou que o Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos que encaminhe, em 15 dias, as informações que subsidiam a proposta de inclusão das duas empresas no Programa Nacional de Desestatização.”

Por sua vez, o ministro Vital do Rêgo, relator do processo no TCU, indica algumas de suas preocupações:

“As eventuais privatizações da Dataprev (já incluída no PND) e do Serpro (inclusão no PND já recomendada pelo CPPI) merecem atenção especial devido ao fato de os serviços prestados por essas empresas suportarem a infraestrutura tecnológica de órgãos relevantes da Administração Pública Federal, bem como alguns dos principais sistemas de informação e programas de governo relacionados ao processo de transformação digital no Brasil.”

Para ler a matéria completa, clique aqui. O relatório do TCU pode ser lido na íntegra na página da instituição.

Assinatura de contrato com assessoria jurídica

No dia 19 de março de 2020 foi assinado, em Brasília, um contrato com a assessoria jurídica que irá nos representar em todas as ações contra a privatização e o desmonte do Serpro e da Dataprev. Detalhes sobre o acordo entre as partes foram esclarecidos em uma nota divulgada pela Fenadados e pelos sindicatos filiados Sindppd-RS e Sindpd-SC.

Para mais detalhes, clique aqui.

Saiu na mídia – Estatal Eletrobras consertará apagão de empresa privatizada

Reportado pelos portais G1 e Monitor Mercantil, a situação calamitosa na qual se encontra o estado do Amapá, sem luz há quatro dias, revela os perigos por trás da privatização de serviços essenciais. A empresa responsável pela distribuição da energia na região é a espanhola Isolux, que tem histórico de maus serviços prestados em outros países, mas quem está fazendo o conserto da rede são os trabalhadores da Eletrobras, estatal que o atual governo federal pretende vender.

Na matéria do G1, detalhes do caos causado pelo problema foram citados:

“Falta de energia em 13 dos 16 municípios, incluindo todos da região metropolitana. Em Macapá, só há energia em serviços essenciais, como hospitais. Falta água encanada, água mineral e gelo Internet e serviços de telefonia quase não funcionam. Maioria dos postos de gasolina não tem gerador e não consegue operar. Caixas eletrônicos e máquinas de cartão não funcionam, então as pessoas não conseguem fazer compras.”

Por sua vez, na matéria do Monitor Mercantil, o diretor do Sindicato dos Urbanitários do Maranhão (STIU/MA), Wellington Diniz, comentou a situação:

“O que acontece no Amapá pode acontecer em outros lugares. Bolsonaro e Bento Albuquerque vêm dizendo que a Eletrobras não tem capacidade de investimento, e apostam na privatização, só que na hora em que acontece um acidente como este são os técnicos da Eletrobras que são convocados para prestarem socorro à empresa internacional porque ela não tem capacidade para resolver o problema.”

Para ler as matérias completas do G1 e do Monitor Mercantil, clique respectivamente aqui e aqui.

Tecnologia de blockchain do Serpro é referência para programa de segurança americano

Publicada no site da própria empresa, a notícia de que o projeto de blockchain desenvolvido pelo Serpro serviu como referência para um programa de segurança do governo americano mostra como, além de produzir tecnologias de grande valor para o Estado, a estatal realiza o serviço com qualidade de nível internacional. Desenvolvida para garantir a autenticidade das informações aduaneiras trocadas entre o Brasil e países parceiros, o bConnect chamou a tenção da Customs-Trade Partnership Against Terrorism (CTPAT), parceria entre a Alfândega e a Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos que busca melhorar a segurança das cadeias de suprimentos de empresas privadas em relação ao terrorismo.

De acordo com a notícia:

“A apresentação do Serpro foi um pedido do programa americano que gostaria de conhecer mais sobre a inovação que o bConnect representa a respeito da automatização da troca de dados entre países. Os especialistas do Serpro, Jefferson Bicca e Fernando Lustosa, fizeram a apresentação e responderam a perguntas sobre o blockchain na vídeoconferência com representantes do CTPAT.”

É esse o patrimônio que gera soluções tecnológicas de grande valor para o Brasil que será posto a venda pelo governo federal?

Para ler a notícia completa, clique aqui.