Saiu na mídia – Uma visão conceitual, histórica e crítica sobre o processo de privatização dos bens públicos
O empresário e economista Eduardo Moreira aborda as privatizações em vídeo postado no seu canal do YouTube.
O empresário e economista Eduardo Moreira aborda as privatizações em vídeo postado no seu canal do YouTube.
O economista e jornalista José Carlos de Assis discute a importância do serviço público em coluna publicada hoje no Jornal Monitor Mercantil:
“O serviço público remunerado está ancorado nos próprios alicerces dos sistemas democráticos modernos. Foi a forma como Péricles, o grande estratego da Atenas clássica, fundador da democracia, estabeleceu para que os cidadãos pobres também pudessem exercer cargos públicos. É que, até Péricles, eram os ricos, os mais afortunados, que podiam exercer magistraturas públicas porque tinham meios próprios, privados, de sobrevivência. Naturalmente, exerciam o serviço em seu próprio interesse.”
Ele também explica a origem da demonização dos serviços públicos:
“Essa sensação de que tudo está podre, que todo mundo (menos eu) é desonesto, cria uma atmosfera de cinismo na sociedade, de total descrença em valores.”
“Nesse contexto, e com essa mídia, vai ser muito difícil uma regeneração. As pessoas continuarão a atacar o servidor público como oportunista, privilegiado e preguiçoso. Não como alguém que está ali para seu serviço.”
Por isso que nós, empregados da Dataprev, estamos trabalhando junto à população para conscientizar os cidadãos não só da eficiência da empresa, mas de sua importância estratégica para o país.
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Para ler a coluna na íntegra, acesse o link https://monitordigital.com.br/demonizacao-do-servico-publico-e-lei-de-abuso-de-autoridade.
Durante o ato, Rodrigo Bruno, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas e Serviços Públicos e Privados de Informática e Internet e Similares do Estado do Rio (SINDPD-RJ), destacou um dos muitos riscos da privatização da Dataprev e do Serpro.
“Há uma diferença qualitativa muito grande na privatização dessas empresas de tecnologia, como Serpro e Dataprev, porque se um banco é privatizado, ele permanece um banco, com o negócio sem alterações. A Dataprev é a guardiã dos dados do INSS, então, a partir do cruzamento desses dados, você permite que seja ofertado uma gama de produtos e serviços. Isso tem um potencial lucrativo muito grande. A Dataprev não transforma em produtos os dados dos cidadãos. Então, é um risco a que a população está sujeita. Não é eficiência que está em jogo, é o modelo de negócio.”
Para ler a reportagem na íntegra, acesse o link https://extra.globo.com/emprego/servidor-publico/funcionarios-da-dataprev-fazem-ato-contra-privatizacao-da-empresa-23955100.html
Esse é um dos perigos ao se privatizar Dataprev e Serpro.
Os dados de todos nós, cidadãos, devem ser protegidos pelo Estado. Não devem ficar nas mãos de empresas privadas que visam principalmente o lucro.
Confira alguns trechos da reportagem a seguir:
“O vazamento foi descoberto pela companhia israelense vpnMentor. Os dados estavam armazenados em uma nuvem gerenciada pela empresa Novaestrat, e que não estava devidamente segura. A notícia mostra os riscos de privatização do Serpro e da Dataprev, como pretende o ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes. As duas empresas brasileiras são responsáveis pela guarda das informações de Imposto de Renda e previdenciárias, entre outros dados sensíveis. “
“Os dados de registro civil são vendidos a empresas privadas. Porém, as informações do Banco del Instituto Ecuatoriano de Seguridad Social (BIESS) não são comercializados e não deveriam estar disponíveis para a Novaestrat.”
Para ler a reportagem na íntegra, acesse o link https://monitordigital.com.br/vazamento-de-dados-atinge-98-da-populacao-do-equador
O consultor das Nações Unidas para assuntos de Internet e Dados Pessoais, o advogado Gilberto Martins alertou que privatização do Serpro e da Dataprev é bastante polêmica.
Veja o vídeo na íntegra:
“Se um país tem nervos, Serpro e Dataprev são os nervos do Brasil. Todas as informações relevantes sobre o povo brasileiro e as empresas do país fluem pelos circuitos informatizados dessas duas empresas estatais como se fossem nervos, conectando cada indivíduo a esses dois centros nacionais de consolidação de dados. Quem tiver o controle desses dados tem o domínio virtual da cidadania.”
“Serpro, processadora do Imposto de Renda, e Dataprev, processadora de aposentadorias, pensões e seguro desemprego, tem suas bases de dados rigorosamente protegidas por protocolos especiais a fim de impedir acesso a ladrões de informações e a cessões ilegais. Todos os dados do sistema previdenciário e todos os dados do imposto de renda estão armazenados nas duas empresas, que prestam serviços, além disso, a oito ministérios. “
Veja a matéria na íntegra em https://www.brasil247.com/blog/guedes-poe-a-venda-os-nervos-do-brasil

O portal Brasil de Fato postou nesta semana um vídeo que desmitifica alguns argumentos de quem é a favor das privatizações.
Por exemplo, afirmar que todas as empresas estatais dão prejuízos aos cofres públicos e por isso devem ser privatizadas.
Bom, o objetivo principal de uma empresa privada é o lucro. Sendo assim, por que uma empresa privada compraria algo que somente dá prejuízo?
“Será que as empresas privadas comprariam algum ativo público se não vissem neles uma oportunidade de aumentar suas taxas de lucro?”
“Em 2018, os lucros das empresas públicas, como a Eletrobrás e a Petrobrás, cresceram 132%.”
Veja o vídeo na íntegra:
“Privatizar uma estatal significa vender uma empresa que pertence ao povo brasileiro para uma instituição privada que pertence a uma pessoa física ou jurídica.
A primeira diferença básica entre uma empresa pública e uma empresa privada está no destino dos lucros. No caso de uma empresa privada, parte do dinheiro enriquece os donos da empresa e a outra parte é investida em novos negócios que deverão gerar mais lucros. No caso de uma empresa estatal, os lucros voltam a ser investidos em serviços públicos, em tecnologia e no desenvolvimento do país a longo prazo. Ou seja, com o uso desse dinheiro, de um jeito ou de outro, quem ganha é a população.”
“A luta por nossa privacidade deve estar presente de forma constante em nosso dia-a-dia. Se o avanço tecnológico é inevitável por um lado, é preciso que o estado e a legislação garantam a segurança de nossos dados e informações. Certamente não é sob controle do setor privado que teremos estas garantias preservadas.”
Veja a matéria na íntegra em https://www.brasildefato.com.br/2019/09/06/bolsonaro-quer-privatizar-os-brasileiros/
“Na média, a privatização não melhora a performance [nos países em desenvolvimento], quer dizer, a gestão privada é muitas vezes tão ruim quanto a pública”, disse Estrin, que é especializado em economias emergentes e pesquisa os efeitos das privatizações no que chama de “países subestudados”.”
Veja a reportagem na íntegra em https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2019/02/09/saul-estrin-lse-entrevista-privatizacoes-pouco-eficientes-paises-emergentes.htm
O UOL publicou uma matéria na qual são apresentados os prós e os contras do plano de privatização do governo.
Para ver a matéria na íntegra, acesse o link https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2018/10/21/plano-de-privatizacao-de-bolsonaro-pros-e-contras.htm