Autor: eduardo

Saiu na mídia – Mattar foi desmentido pela presidente da Dataprev

O site Capital Digital notou uma visível incoerência entre membros do governo atualmente ligados ao destino que Dataprev e Serpro – e os serviços sensíveis de Estado que prestam – terão. Enquanto a presidente da Dataprev escreve para os funcionários da empresa que a demissão de 493 empregados nada tem a ver com o processo de privatização; o secretário Salim Mattar comemora os desligamentos no Twitter como parte integral deste trâmite.

Segundo Luiz Queiroz:

“Passou despercebido por mim ontem, mas hoje, com o dia supostamente mais calmo, deu para refletir sobre as entrelinhas da cartinha que a presidente da Dataprev encaminhou para os funcionários internamente na empresa.

Ela desmentiu o secretário que cuida das privatizações, Salim Mattar. Ao desvincular as demissões dos 493 funcionários das regionais com o processo de privatizações que Mattar vem conduzindo, ela isolou o secretário.

No dia 8 de janeiro Salim Mattar foi para as redes sociais festejar as demissões, alegando que essa, entre outras medidas, ajudaria a melhorar a saúde financeira da empresa para o processo de privatização. Ou seja: o preço de venda. Christiane, por sua vez, negou essa intenção.”

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Saiu na mídia – Trabalhadores da Dataprev aprovam greve contra demissões e privatização

A Rede TVT falou sobre a deflagração de greve na Dataprev e ouviu representantes dos trabalhadores sobre os motivos que influenciaram essa decisão, dentre elas a demissão de quase 500 funcionários que poderiam ser realocados para trabalhar nas filas do INSS; e as acusações falsas de Salim Mattar, que acusou empregados de Dataprev e Serpro de vender dados dos cidadãos.

Veja no vídeo a seguir.

Saiu na mídia – Humilhação: Funcionários demitidos da Dataprev saem com pertences em sacos de lixo

A Revista Fórum publicou matéria em que reportou a situação degradante pela qual empregados da Dataprev de Sergipe passaram. Devido à greve deflagrada na unidade regional do estado para protestar contra as demissões planejadas, a diretoria da empresa resolveu adiantar o processo de desligamento dos funcionários e enviou suas equipes para a localidade antes do previsto, no mesmo dia em que a paralisação ocorreria, o que obrigou os trabalhadores a sair do prédio sem tempo para arrumar seus pertences.

Leo Santuchi, presidente da Associação Nacional dos Empregados da Dataprev (Aned), esclareceu a situação e protestou contra a atitude covarde da direção da empresa.

“A greve é uma forma de garantir nosso posto de trabalho. A de Sergipe começaria ontem, mas como teve essa truculência, não foi possível permanecer. Isso tudo num momento em que o INSS tem filas gigantescas. Mas, no meio da crise, contratam militares.”

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Saiu na mídia – Já que a ordem é cortar gastos na Dataprev, que tal começarmos pela mamata?

O site Capital Digital fez uma publicação na qual questiona os métodos utilizados pela atual diretoria da Dataprev para enxugar custos. Segundo a matéria, enquanto demitem 500 funcionários da empresa, que têm conhecimento previdenciário, num momento onde as filas do INSS batem recordes, os diretores e seus indicados custam à população brasileira a quantia anual de R$ 22.134.252,40. Desta forma, no mesmo momento em que funcionários concursados e com longa carreira na Dataprev são enxotados, empregados que entraram pela janela continuam a gozar de salários que passam de 20 mil reais.

Como parte de um governo que busca combater a mamata nas estatais, parece ser mais justo, eficiente, e coerente que esses indicados sejam cortados e que a diretoria tenha o seu salário reduzido.

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Saiu na mídia – Vazamento na Microsoft expõe 250 milhões de registros de clientes

Salim Mattar, Secretário Especial de Desestatização do governo, gosta de afirmar – ao tentar justificar a privatização de Dataprev e Serpro – que os dados do país estariam mais seguros nas mãos de gigantes da tecnologia do que com Dataprev e Serpro. Para isso, costuma dar como exemplo a contratação – por parte do Pentágono – dos serviços da Microsoft para o armazenamento de seus dados: informação essa que é falsa, uma vez que os dados continuarão dentro da instituição de segurança americana. O argumento é ainda mais fortemente desmontado pelo fato de que, como reportado pelo site Olhar Digital, a própria Microsoft acaba de vazar dados de 250 milhões de clientes.

A reportagem detalha o que gerou o vazamento e como ele pode ser danoso para as pessoas que tiveram suas informações roubadas:

Bancos de dados da Microsoft configurados incorretamente expuseram 250 milhões de dados de atendimento do suporte por 16 dias. As informações foram geradas entre 2005 e 2019 e podem aumentar riscos de phishing à clientes da empresa.”

Pelo visto, além de não entender nada sobre Tecnologia da Informação e desconhecer a complexidade de contratos da área, o secretário também é pé frio.

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Saiu na mídia – Por que empresas como Amazon e Google estão interessadas em comprar o Serpro e a Dataprev?

Em entrevista para o site Brasil de Fato, Sheyla Lima, que preside o Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados, Informática e Tecnologia da Informação do Estado de Pernambuco, falou sobre o desmonte que atualmente ocorre no Serpro e na Dataprev, estatais estratégicas para o Estado brasileiro e que estão sendo preparadas para venda. Além de defender as empresas das acusações feitas pelo governo, ela explicou o porquê de gigantes da tecnologia como Amazon Google estarem interessadas em adquirir essas estatais.

Sobre acusações de que o serviço prestado por Dataprev e Serpro é caro, Sheyla afirmou:

“Essa é sempre uma argumentação que eles trazem. O governo alega que o custo é muito alto. O grande cliente dessas duas empresas é o próprio governo. Então, essa negociação tem que ser feita diretamente com o governo, sobre os preços dos serviços. Porque tem a prestação do serviço, a guarda das informações e o desenvolvimento de todos esses sistemas. No Serpro são mais de quatro mil, na Dataprev mais de 700 serviços. Tudo isso o governo pode chegar e negociar, porque são empresas públicas. Não é verdade de que é um serviço mais caro, até porque não foi feito o levantamento de quanto custa o total desses serviços nas empresas privadas, além do que o compromisso com a continuidade ou a descontinuidade do cumprimento desses serviços não podemos contar.”

Já sobre o interesse de gigantes como Amazon e Google, Sheyla esclarece que o interesse primordial dessas empresas está nos dados que Dataprev e Serpro armazenam, que são questão de soberania nacional:

“Só para se ter uma ideia, vamos levar em consideração a Dataprev, quando você nasce, você já está dentro do banco de dados, porque a relação não é só com a previdência, mas também com os cartórios e com outros órgãos de governo também. Toda a movimentação cartorial que é feita, após 24h essas informações vão para o banco de dados da dataprev. Então se você nasce, se você morre, se você vende, sua vida trabalhista. Quanto ao Serpro, todas as informações ficais, contábeis, sociais estão dentro dessa base de dados. Então, quem eu sou, onde estou, como estou, quanto recebo, quanto gasto, quanto invisto, quanto eu compro, o que eu compro, onde eu compro, se eu saio do país, se eu entro no país, se sou brasileiro, se sou estrangeiro. Das pessoas jurídicas, tudo.

Agora eu pergunto: por que tem empresas como a Amazon e a Google estão interessadas em comprar o Serpro? Se são empresas que não funcionam bem, que estão sucateadas, que não interessam, por que essas grandes empresas internacionais têm interesse?

Porque essas informações são fundamentais. São as informações de todo o povo brasileiro, de todas as empresas e do governo. Tudo que o governo paga, tudo que ele recebe, os dados administrativos e financeiros de todos os empregados do governo, todas as compras, todas as licitações, o que o governo faz de fiscalização e arrecadação em portos, aeroportos e vias terrestres. Tudo isso.

Se um governo de um país como é o Brasil, de uma dimensão continental, que tem estratégias para dentro e para fora do país, essas informações também estão dentro de suas empresas, como é que ele vai jogar isso para o capital estrangeiro? Quando as empresas públicas foram criadas, foram pensadas com uma forte garantia de segurança em que o dado segue a finalidade. Ou seja, se eu pego a minha informação para, por exemplo, me aposentar, a Receita Federal ou a Previdência pega minha informação para uma finalidade e só vai ser utilizado para isso e ponto, ele não vai ser utilizado para mais nada. E nós não vamos ter esta mesma garantia que isso aconteça com o setor privado. O que nós vemos são vários vazamentos de informações que acontecem por aí.”

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Saiu na mídia – Decreto formaliza intenção de privatização da Dataprev; entenda importância do órgão

O site Tudo Celular fez postagem na qual trata da privatização da Dataprev, mencionando – em particular – a inclusão da empresa no Programa Nacional de Desestatização. Ao abordar o assunto, o portal toca em um dos pontos focais da campanha contra a venda da estatal: a tendência de que os dados guardados pela empresa, ao serem armazenados por companhias privadas, passem a ser capitalizados; ou seja, explorados visando o lucro.

“O ponto da maioria dos críticos é que nas mãos da iniciativa privada essas informações tendem a ser capitalizadas, uma vez que o intuito de empresas quando se tornam negócios é a obtenção de receitas e lucro, lógica que não é seguida por uma empresa pública no geral (exceto quando exerce atividade econômica) e está inserida obrigatoriamente em regime de respeito a diversos princípios constitucionais que envolvem o sigilo de informações privadas da população.”

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Saiu na mídia – ‘Soberania digital em risco’, diz Carlos Veras sobre privatização da Dataprev

A Folha de Pernambuco noticiou a inclusão da Dataprev no Programa Nacional de Desestatização. Na matéria, o jornal mencionou o posicionamento do Deputado Federal eleito pelo estado, Carlos Veras, que foi ao Twitter expressar o seu repúdio à tentativa por parte do governo federal de vender a empresa.

“O desmonte da Dataprev caminha a passos largos. Após o anúncio do fechamento de 20 unidades, entre elas a de Pernambuco, o que levará a demissão de 493 funcionários, Bolsonaro oficializa a privatização da estatal, responsável pelo processamento de R$ 35 bi em benefícios do INSS.”

Em outra postagem, ele complementa dizendo:

“É a soberania digital em risco. A Dataprev é o alvo da vez, mas o Serpro também corre perigo. Fiz o alerta ano passado no Plenário da Câmara. Lutaremos contra mais esse ataque de Bolsonaro.”

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Pentágono usa sua própria estatal para guardar seus dados, diferente do afirmado pelo governo

Em matéria publicada no site Convergência Digital, diversos membros do governo federal tentaram dar justificativas para o injustificável: a venda de Dataprev e Serpro, as duas estatais que sustentam grande parte dos sistemas da administração federal e armazenam uma igualmente considerável gama de informações críticas dos cidadãos brasileiros. Ao tentar mostrar para a população que a privatização dessas empresas não trará problemas para o país, os secretários recorreram à distorção dos fatos para que estes se alinhem a seus objetivos; nada mais natural quando argumentos verdadeiros são escassos.

Primeiramente, o secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, teve isto a dizer sobre a venda dos dados da população:

O dado público não pode ser vendido. Independentemente da venda das estruturas das empresas, o que for dado e sistema do governo federal não faz parte da venda. Isso tem que ser tirado da venda. Vende a empresa, mas os dados e sistemas não podem ser vendidos. Inclusive eles não pertencem ao Serpro e à Dataprev. No momento que faz a venda da empresa tem que excluir desse processo os dados e sistemas. Vários países do mundo não têm empresas de governo e têm custodiado dados.”

O secretário tenta, acima, separar a venda de Dataprev e Serpro da venda dos dados que guardam. Mas, ao mesmo tempo, propõe como alternativa que o governo custodie essas informações em empresas de caráter privado: serviço esse, pelo qual, naturalmente, o governo federal deverá pagar. Em resumo, no pacote de venda de Dataprev e Serpro, os dados não estarão presentes. Eles serão, na verdade, vendidos separadamente, pois o governo – ao abrir mão de suas estatais de Tecnologia da Informação – abre mão também da infraestrutura tecnológica que tem atualmente para armazenar esses dados.

Qual a solução? Colocar esses dados em outro pacote de venda e então passá-los para a iniciativa privada, que certamente manterá, por anos, informações sobre todos os cidadãos e empresas do país em grandes e custosos Data Centers sem jamais utilizá-las para fins que não sejam do interesse nacional, ignorando qualquer potencial comercial que essas informações tenham.

Para sustentar essa solução, o secretário ainda aposta em um exemplo que não é nem de perto análogo à situação de Dataprev e Serpro.

Pode fazer isso internamente ou pode subcontratar. É legal, é feito no mundo inteiro. O Pentágono, nos Estados Unidos, acabou de fazer um contato em licitação, e ganhou uma empresa que vai fazer a manutenção dos dados que estão sob a custódia do Pentágono. É prática internacional e tem vários modelos para fazer isso com segurança. Os dados públicos são de gestão e responsabilidade do governo federal. Isso é indelegável. Ele pode contatar uma empresa para fazer a manutenção.”

O secretário se refere ao projeto JEDI, que recentemente ganhou a mídia devido à disputa entre gigantes americanas da tecnologia para arrebatar o contrato. Em primeiro lugar, como o próprio Paulo Uebel afirma, os dados estão sob a custódia do Pentágono; ou seja, sob o controle do governo. Eles são administrados pela estatal de Tecnologia da Informação do órgão, a DISA (Defense Information Systems Agency), que, com 4.500 funcionários, desenvolve sistemas e contrata terceiros quando necessário, permitindo que o Estado americano faça parcerias tecnológicas sem abrir mão de sua soberania. E em hora alguma o governo dos Estados Unidos falou em vender essa estatal, que cuida dos dados relativos à segurança nacional.

O projeto em questão, o JEDI, trata da contratação de uma empresa para apoiar o Pentágono na melhoria de sua infraestrutura tecnológica visando armazenar dados na nuvem para que, entre outras coisas, informações militares fiquem disponíveis para seus agentes de segurança em qualquer lugar do mundo. E, novamente, reiteramos que quem vai administrar esses dados é a estatal do Pentágono, a DISA, que não será privatizada.

A nuvem resultante do JEDI, apesar de ser desenvolvida pela empresa vencedora do contrato, estará sob o total controle do Pentágono; afinal, os americanos jamais deixariam dados tão críticos para a segurança de seu país nas mãos de terceiros.

Neste caso, Dataprev e Serpro estão numa posição semelhante à do próprio Pentágono, pois são braços do governo que – muitas vezes – celebram contratos com outras empresas de tecnologia nos campos de hardware e software. Como o Pentágono, aliás, Dataprev e Serpro sempre garantem que esses sistemas e componentes de infraestrutura fiquem sob o controle do Estado; esta é a principal razão de ser dessas empresas, pois, estrategicamente, dados e sistemas dos quais o país e a sua população dependem devem ser mantidos pelo governo.

Por fim, o também secretário Gleisson Rubin apresentou uma solução um tanto quanto contraprodutiva.

A gente pode optar por um outro modelo, em que a custódia dos dados fique sob a tutela do Estado e a prestação de serviços de desenvolvimento seja passado para uma empresa privada. Por exemplo, o TSE administra uma das maiores bases de dados do país, em termos de dados biométricos é a maior, e não tem nenhuma estatal ligada ao TSE. É falsa a premissa de que a gente depende de uma estatal para fazer a custódia dos dados.”

O secretário acerta ao dizer que o TSE administra uma das maiores bases de dados do país. Ele erra, porém, ao dar a entender que o tribunal não tem controle sobre ela: ele tem, e para isso possui diversos funcionários (concursados) de Tecnologia da Informação que são responsáveis por esta área. Os dados estão dentro da instituição e são geridos pelos seus servidores: empresa terceirizada nenhuma tem acesso a eles.

Boa parte da administração federal, entretanto, não está na mesma situação; apesar de possuírem funcionários de Tecnologia da Informação, entes como o INSS, a Receita Federal, e muitos outros não têm mão de obra suficiente para dar conta, mesmo a um nível gerencial, de todos os sistemas e dados pelos quais são responsáveis, porque – ao longo de mais de quatro décadas – dependeram de Dataprev e Serpro para isso.

Ao entregar essas duas empresas à iniciativa privada, então, o governo federal perderá o controle de – literalmente – centenas de sistemas críticos para o funcionamento do Estado, uma vez que não dará conta de geri-los, mantê-los, e controlá-los. E sem ter poder sobre estas aplicações e dados, o Brasil estará à beira de um cenário de caos; um cuja prévia pode ser vista nas filas geradas no INSS devido ao enxugamento do quadro de funcionários do instituto.

Para ler a matéria com os comentários reproduzidos nesta postagem, clique aqui.

Saiu na mídia – Redução no quadro da Dataprev aumentará a fila de aposentados, explica advogado

A rádio CBN Recife entrevistou o advogado especialista em direito previdenciário, Rômulo Saraiva, que opinou que o recente enxugamento de funcionários no INSS e a demissão de empregados da Dataprev são ações que vão na contramão de resolver o grande problema que afeta o Instituto Nacional do Seguro Social atualmente: as filas que surgiram como consequência da reforma da previdência. Dentre os tópicos abordados, Rômulo questiona a contratação de militares e terceirizados para realizar uma tarefa que seria melhor desempenhada por técnicos com conhecimento sobre a complexa legislação da área; profissionais esses que estão sendo demitidos pela Dataprev.

A entrevista completa pode ser ouvida no link https://www.cbnrecife.com/artigo/reducao-no-quadro-da-dataprev-aumentara-a-fila-de-aposentados-explica-advogado