Autor: eduardo

Você Sabia? Da última vez que uma estatal de Tecnologia da Informação foi privatizada, os serviços vendidos precisaram ser reestatizados pela Dataprev

Essa estatal era a Datamec, e os serviços que precisaram ser retornados para o Estado incluíam sistemas do programa seguro-desemprego, que corriam risco de paralisação devido a atrasos de pagamento por parte do governo federal. A solução, encontrada através de intervenção do Ministério Público Federal, foi repassá-los para a Dataprev, onde não haveria nenhum risco de paralisação.

Conhecer a história é essencial para evitar a repetição de erros passados. O Brasil e o cidadão brasileiro não podem ser recolocados na posição fragilizada de ter sistemas essenciais, hoje mantidos por Dataprev e Serpro, nas mãos de empresas que não garantirão a sua continuidade independentemente da situação financeira do país.

Os detalhes da história da Datamec e da reestatização de seus sistemas podem ser conferidos no link https://salveseusdados.com.br/old/ssd/aprendendo-com-o-passado-o-caso-datamec/

Você Sabia? A privatização da Dataprev pode gerar custos extras para o governo

Como estatal, a relação da empresa com o governo não é puramente comercial; ela é uma parceria entre duas partes que compreendem que as necessidades do cidadão sempre devem estar em primeiro lugar. Por isso, muitas vezes, serviços que precisam ser refeitos ou ajustados são executados sem serem cobrados. Caso a Dataprev seja privatizada, situações que hoje ocorrem em sua relação com o governo gerarão custos extras.

Você Sabia? Mesmo quando é paga com atraso, a Dataprev continua a prestar os seus serviços

Entre esses serviços, estão o processamento da folha de pagamento dos aposentados, sistemas do programa seguro-desemprego, o Meu INSS, e muitas outras aplicações que são essenciais para o funcionamento do Estado brasileiro.

A manutenção desses serviços mesmo quando o pagamento pelos mesmos é feito com atraso só é possível porque, como estatal, o primeiro compromisso da Dataprev não é com o lucro, mas com o cidadão brasileiro.

Saiu na mídia – Vazamentos de dados no Bradesco, na Unimed, e na Claro

Reiteramos a nossa posição de que nenhuma empresa está livre de vazamento de dados, porque até gigantes da tecnologia já sofreram com problemas do tipo.

Entretanto, as notícias mostradas a seguir, relatando investigações acerca de vazamento de dados ocorridos no Bradesco, na Unimed, e na Claro, mais uma vez ressaltam que a iniciativa privada não é tão impecável e eficiente quanto os defensores das privatizações afirmam. Em especial, estas ocorrências derrubam o argumento do governo de que os dados dos cidadãos estariam seguros em empresas privadas pois, assim como os bancos com o sigilo bancário de seus clientes, não haverá vazamentos.

A Dataprev e o Serpro guardam dados que dizem respeito aos cidadãos brasileiros e que são de interesse único e exclusivo do Estado; informações sensíveis como renda, vínculos empregatícios, benefícios previdenciários, e licenças médicas. Por isso, essas bases de dados devem permanecer sob o controle do governo e de empresas que pertencem ao povo brasileiro.

Vazamento no Bradesco: https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2019/11/09/falha-no-bradesco-permitia-que-hacker-sequestrasse-conta-online.htm

Vazamento na Unimed: https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2019/11/17/falha-em-sistema-da-unimed-expoe-dados-pessoas-e-ate-exames-de-pacientes.htm

Vazamento na Claro: https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2019/11/18/brecha-em-site-da-claro-deixa-expostos-dados-de-8-milhoes-de-clientes.htm

Senadora Zenaide Maia fala sobre o absurdo da tentativa de venda de Dataprev e Serpro

Senadora do PROS pelo estado do Rio Grande do Norte, Zenaide Maia gravou seu depoimento apoiando a luta contra a privatização de Dataprev e Serpro. Em seu discurso, ela comentou que essas empresas são estatais que geram lucro e dão sustentação a serviços de tecnologia que são essenciais para o funcionamento do Estado brasileiro. Em adição, ela falou sobre os dados que Dataprev e Serpro armazenam, citando como passá-los para a mão da iniciativa privada afeta a soberania do país.

Como presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional, a Senadora afirmou que lutará contra a venda dessas empresas.

Agradecemos pelo apoio.

Saiu na mídia – Lucro das empresas estatais no ano é o maior da história

O site Money Times destacou que as três maiores estatais brasileiras listadas na Bolsa (Petrobras, Eletrobras, e Banco do Brasil) registraram, ao longo dos nove primeiros meses de 2019, o maior lucro líquido da história. Como acionista dessas empresas, esse dinheiro retornou para o Estado e, consequentemente, para a população.

Isto reforça a ideia de que não faz sentido vender estatais que dão lucro; uma vez que, ao privatizá-las, o governo abre mão deste dinheiro, que no lugar de ser de todos os brasileiros, passa a ser controlado por um pequeno grupo de pessoas: os novos donos dessas empresas.

Para ler a matéria completa e ver mais dados, siga o link https://moneytimes.com.br/lucro-das-empresas-estatais-no-ano-e-o-maior-da-historia-aponta-economatica/

Saiu na mídia – Conjunto de privatizações é a medida do Pacote Mais Brasil que tem pior avaliação entre a população

Em pesquisa elaborada pela XP em parceira com a Ipespe em novembro de 2019, a população brasileira foi consultada sobre o Pacote Mais Brasil e a respeito de sua avaliação do atual governo. Entre os resultados, destaca-se o fato de que, quando comparadas todas as medidas apresentadas pelo executivo, o pacote de privatizações é aquele que é visto com menor grau de importância.

O gráfico abaixo mostra a avaliação de cada uma das propostas.

A pesquisa completa, por sua vez, pode ser vista no link https://conteudos.xpi.com.br/politica/relatorios/pesquisa-xp-novembro-2019-pacote-mais-brasil-e-avaliacao-do-governo/

Economista Eduardo Moreira critica a demonização do servidor público

Eduardo Moreira falou sobre a disseminação da ideia de que o servidor público é ineficiente e caro; propaganda esta que alimenta o discurso a favor da diminuição do Estado. Além de confrontar esta visão, o economista e ex-banqueiro de investimentos aponta que, em uma nação desigual como o Brasil, esta desestatização desenfreada só servirá para aumentar as mazelas do país.

O vídeo completo pode ser visto abaixo.

Presidente da Fenadados fala sobre a privatização de Dataprev e Serpro na Assembléia Legislativa do Pará

Carlos Alberto Valadares, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Processamento de Dados, falou na Assembléia Legislativa do Pará a respeito dos riscos envolvidos na privatização de Dataprev e Serpro.

Dentre os tópicos abordados, ele citou como a venda das duas empresas coloca o país e a população em uma situação fragilizada quanto à manutenção de serviços essenciais, como o pagamento dos aposentados e beneficiários do INSS, o controle de importações e exportações, dentre muitos outros, que podem ser paralisados caso haja atrasos de pagamento ou disputas contratuais.

Além disso, Carlos Alberto Valadares alertou que a tendência é que, ao privatizar Dataprev e Serpro, o governo caia nas mãos de um monopólio privado, que passará a ser o responsável por todo arcabouço de tecnologia da informação que dá sustentação a serviços governamentais.

O depoimento pode ser visto no vídeo abaixo.