Autor: eduardo

O que é segurança nacional?

Em animação produzida para levar à população os riscos que existem por trás da privatização de Dataprev e Serpro, é explicado como a venda dessas empresas pode afetar tanto a segurança quanto a soberania nacional.

O vídeo completo pode ser visto abaixo.

Saiu na mídia – Greve de funcionários da Dataprev se espalha por todo o país

A Rede TVT fez matéria na qual repercutiu a greve dos trabalhadores da Dataprev. Ao longo do vídeo, destacou-se o fato de que a paralisação teve alcance nacional, se espalhando por todas as unidades da empresa no país, e que os protestos visam impedir aproximadamente 500 demissões além de alertar a população sobre a intenção do governo federal de vender Dataprev e Serpro, duas estatais que armazenam dados críticos de pessoas físicas e jurídicas do país, e que sustentam serviços essenciais para o funcionamento do Estado.

O vídeo completo pode ser visto abaixo.

Saiu na mídia – Avast anuncia fechamento de subsidiária que comercializava dados coletados de usuários do antivírus

O portal G1, assim como outras publicações, reportou uma notícia que demonstra – mais uma vez – como empresas de caráter privado, que tem por natureza buscar o aumento de suas margens de lucro, tendem a achar maneiras de comercializar os dados de seus usuários. A Avast, fabricante de antivírus, possuía uma subsidiária, a Jumpshot, que recebia as informações de clientes que haviam instalado o software e as repassava a outras companhias por milhões de dólares, que então as usavam para fins de marketing e exploração de tendências.

De acordo com a reportagem:

“O antivírus da Avast é oferecido gratuitamente e, por isso, tem uma grande base de usuários. A Jumpshot prometia informações sobre ‘todos os cliques, todas as buscas, todas as compras, em todos os sites’ de mais de 100 milhões de dispositivos.”

O texto afirma que era possível desabilitar este compartilhamento de dados, mas que esta opção era um tanto quanto escondida para a maioria dos usuários:

“Embora os usuários pudessem optar por não ceder essa informação, o compartilhamento era ativado por uma solicitação durante a instalação. Antes de encerrar as operações da Jumpshot, a empresa pretendia obter confirmação positiva dos usuários para continuar com a coleta, o que deveria acontecer em fevereiro.”

Repetidamente, na tentativa de justificar a privatização de Dataprev e Serpro, o governo tem afirmado que os dados sensíveis de pessoas físicas e jurídicas brasileiras hoje guardados por estas estatais estarão seguros quando elas forem vendidas e essas bases passarem para as mãos da iniciativa privada, pois a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) estipula multas para a venda ou uso de dados sem autorização.

Entretanto, incessantemente, notícias mostram que a realidade não é exatamente essa. Quando a autorização é requerida, muitas vezes ela se encontra escondida em textos longos ou botões estrategicamente posicionados de maneira obscura, sendo desenhada para que usuários não notem o que estão fazendo. Quando a autorização inexiste, as multas têm pouco efeito prático pelo simples fato de que a venda e a exploração de dados são extremamente lucrativos, tanto que as maiores empresas do mundo (como a Google, a Amazon, e o Facebook) já foram punidas por situações do tipo e continuam a obter ótimos resultados financeiros.

Uma vez que não tem o lucro como objetivo central, estatais como Dataprev e Serpro são essenciais para garantir a segurança de dados financeiros e sociais das empresas e da população, pois o principal compromisso delas é com a soberania nacional e com os serviços de Estado que proveem. E, por isso, estão muito menos suscetíveis a vender informações e explorá-las para propósitos comerciais.

Para ler a matéria completa, clique aqui.

Greve

Greve:
“Cessação voluntária e coletiva do trabalho, decidida por assalariados para obtenção de benefícios materiais e/ou sociais, ou para garantir as conquistas adquiridas e ameaçadas de supressão”.

Ninguém faz greve porque é vagabundo.
Ninguém faz greve para não trabalhar e ir à praia.
Ninguém faz greve porque sabe que não será demitido.

Se faz greve por uma causa coletiva.

Isto é o que você deve se questionar ao escutar que uma categoria está em greve.

Não condene o que você não vive. Procure saber a história e se coloque no lugar do outro.

É fácil criticar uma greve quando os direitos adquiridos de hoje não foram uma conquista tua.

Tudo que é de graça diminuímos o valor.

Tudo que você rala para conquistar você não entrega de mão beijada.

E não me venha argumentar que todos tem preço porque não é assim.

O dinheiro não compra tudo.

A dignidade humana não tem preço.

É por isso que estamos em greve

Ano passado o nosso salário foi corrigido por menos do que a inflação oficial maquiada do governo, enquanto víamos tudo ficando mais caro e o nosso poder de compra se deteriorando.

Mas não é por isso que estamos em greve.

Ano passado o nosso plano de saúde deveria aumentar absurdos 65%, mas a empresa lavou as mãos para a contrapartida dela e, na prática, o nosso plano de saúde aumentou inacreditáveis 100%.

Mas não é por isso que estamos em greve.

Não bastasse, fomos humilhados a pagar uma dívida fake retroativa gigantesca com o plano de saúde em um parcelamento gigantesco ou ter o plano cortado.

Mas não é por isso que estamos em greve.

Ano passado cortaram quase todo o nosso acesso à Internet, incluindo serviços para ouvir música enquanto trabalhamos e acesso aos nossos e-mails pessoais.

Mas não é por isso que estamos em greve.

Semana passada, o Salim Mattar nos acusou a nós todos publicamente de sermos ladrões ao vender os dados da população brasileira, na contínua e insana campanha do governo de colocar a sociedade contra os funcionários públicos, tudo pela falta de argumentos sólidos para defender o Estado mínimo e as privatizações.

Mas não é só por isso que estamos em greve.

A diretoria da empresa pratica assédio moral como quem toma café, seja em declarações por microfone, ações, e-mails, inclusive e-mails com “carta de demissão”, não mostra nenhum conhecimento de gestão pública, nem nos defende perante a opinião pública.

Mas não é por isso que estamos em greve.

A diretoria da empresa diz que só cuida da empresa e que quem cuida das privatizações é o governo. Um jogo cínico que nos coloca em guerra contra um monstro gigante de duas cabeças.

Mas não é por isso que estamos legalmente em greve.

O governo passou o ano inteiro discutindo uma reforma da previdência supercomplexa com regras superbizarras que nem o INSS sabe nos explicar e não nos deu um minuto sequer para alterarmos os sistemas, e já no outro dia a imprensa estava metendo o pau na gente porque os sistemas ainda não estavam alterados.

Mas não é por isso que estamos em greve.

Na primeira semana do ano, a empresa demitiu POR E-MAIL 15% de nós, inclusive demitiu até os gerentes que deveriam fazer as demissões dos colegas. Alguns tiveram que sair fugindo, levando os seus pertences em sacos de lixo.

E É POR ISSO QUE ESTAMOS EM GREVE!

Queremos negociar minimamente essas demissões coletivas, inclusive realocando toda essa força produtiva e esse conhecimento previdenciário acumulado ao longo de décadas para ajudar na fila de 2 milhões de pessoas que aguardam uma resposta do INSS, vulgo governo.

É por isso que estamos em greve.

Estamos gritando para a sociedade perceber a nossa importância e perceber os prejuízos irreversíveis que terá caso o projeto atual avance sem freios.

É por isso que estamos em greve.

Estamos tentando defender uma empresa que a sociedade brasileira construiu com muito esforço, suor, trabalho, conhecimento e investimento ($$$$$$$) ao longo dos últimos 45 anos.

É por isso que estamos em greve.

Estamos tentando evitar que os dados da população brasileira sejam explorados comercialmente por empresários inescrupulosos.

É por isso que estamos em greve.

Se informe.

Se junte a nós!

Paulo de Tarso
Dataprev-CE

Nota de Desagravo

A página Serpro++ publicou uma nota na qual rebate as afirmações feitas pelo Secretário Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Salim Mattar, em entrevista concedida à Rádio Gaúcha. Durante sua fala, além de tentar justificar a privatização de Dataprev e Serpro com explicações que não se sustentam diante de uma análise mais aprofundada, o secretário também acusou os funcionários dessas empresas, dando a entender que eles vendem os dados da população.

Sobre esta última afirmação, André Gianini diz:

A Constituição Federal garante a qualquer cidadão o direito de criticar a atuação das empresas estatais, mas a afirmação do Secretário extrapola esta garantia fundamental e configura crime de calúnia contra os funcionários do SERPRO e da Dataprev. Isto porque não há nenhuma prova ou sequer evidências de que os dados dessas estatais estejam sendo vendidos por seus funcionários, o que configuraria crime.

É inadmissível que um cidadão ocupando tão relevante cargo na Administração Pública não meça suas palavras ao falar de empresas estatais premiadas por eficiência e reconhecidas pelos clientes governamentais. Falando de SERPRO, em 55 anos de existência, nunca houve nenhum vazamento de dados por parte dos seus funcionários. Pelo que conheço, o mesmo se aplica à Dataprev. Há, na verdade, grande interesse privado, para o qual a declaração do Secretário contribui, em desconstruir a sólida imagem dessas empresas para se apoderarem do mercado público de TI.”

O autor ainda desmente outras falas do secretário, como sua afirmação de que estatais não funcionam bem; a sua incorreta comparação de Dataprev e Serpro, tanto em seu papel quanto em relação aos dados que guardam, a instituições financeiras de caráter privado; e a sua ideia de que é mais fácil processar um funcionário da iniciativa privada do que um servidor público.

Para ler a postagem completa, clique aqui.

Nesta terça-feira a greve da Dataprev se expande pelo país. O recado foi dado: não às demissões e à privatização

Conforme divulgado na página da Frente Nacional dos Trabalhadores em Informática (FNI), a greve contra a demissão de 494 trabalhadores da Dataprev, que poderiam ser realocados no INSS para trabalhar nas filas, alcançou todo o país no dia 28/01. Com isso, todas as unidades da empresa, desde as que o governo pretende fechar até as que a diretoria da empresa pretende, num primeiro momento, manter, se encontram paralisadas.

Para ver fotos das mobilizações e ler detalhes sobre a greve, clique aqui.

Relato sobre funcionária na lista de demissões escancara o impacto negativo que os desligamentos terão em projetos da Dataprev

Um dos argumentos utilizados pela diretoria da Dataprev para demitir quase 500 funcionários alocados nas Unidades Regionais espalhadas por diversos estados do país é que as mesmas deixaram de fazer sentido devido ao avanço da tecnologia e à baixa quantidade de atendimentos realizados pelas mesmas. Entretanto, ao longo dos anos, os funcionários dessas Unidades Regionais deixaram de ser focados no atendimento ao INSS e passaram a atuar na construção e manutenção dos sistemas que a Dataprev produz.

Este relato, escrito por membros da Unidade de Desenvolvimento do Ceará sobre uma funcionária alocada na Unidade Regional do Espírito Santo (que a empresa planeja fechar), escancara como a demissão desses empregados afetará a qualidade de sistemas e soluções tecnológicas que são essenciais para o país.

Apesar de ter sido escrito sobre uma funcionária dentre os quase 500 empregados que estão para ser demitidos, este é um relato que facilmente poderia se aplicar aos outros, fato este que destaca não só o valor que esses funcionários têm para a empresa, mas também os imensos impactos que seu desligamento trará para a Dataprev, para o país, e para a qualidade dos serviços públicos prestados à população.

“As atividades desempenhadas pela empregada [nome omitido], hoje integrante do Departamento de Testes e do time do desenvolvimento da Unidade de Desenvolvimento do Ceará (UDCE), são de extrema importância para a garantia da qualidade das entregas dos produtos SIBE-PU e PMF-Perícias e estão relacionadas a:

  • Inspeção dos artefatos de especificação do sistema;
  • Especificação dos casos de teste das funcionalidades desenvolvidas;
  • Geração de massa para os testes;
  • Realização de testes funcionais manuais;
  • Registro de defeitos encontrados;
  • Garantia da eficácia dos defeitos corrigidos.

Para efetuar as atividades citadas, a colaboradora adquiriu conhecimento no uso dos sistemas SIBE-PU e PMF-Pericias e também dos sistemas parceiros que integram com estas soluções como o CNIS, SABI, SUB, dentre outros.

Essa expertise foi adquirida durante os 5 anos de trabalho realizado com zelo e dedicação, tornando a empregada uma referência para o time de desenvolvimento da UDCE e outras equipes que necessitavam de ajuda nas massas e entendimento dos sistemas citados.

Sua experiência na análise das regras e fluxos de negócio foram essenciais para o desenvolvimento dos sistemas.

Ademais, a ausência da colaboradora comprometerá o planejamento atual, na medida que suas atividades deverão ser absorvidas por alguém com menos familiaridade com as mesmas e que deixará de realizar suas atividades atuais ou se dividir entre elas e os testes.

Fica, através desse relato, expressa nossa preocupação com a saída da colaboradora do time de desenvolvimento da UDCE devido ao seu vasto conhecimento adquirido e à ausência de alguém com perfil semelhante para substituir suas atribuições.”

Por que estamos em greve?

O governo começou 2020 com todo o gás!

Salim Mattar nos acusou a nós todos de ladrões publicamente em uma rádio, continuando a estratégica sádica dele e do Paulo Guedes de desmoralizar os funcionários públicos perante à opinião pública.

De forma mais prática, publicaram o decreto autorizando o BNDES a vender a Dataprev.

Internamente, a diretoria, que diz não ter nada a ver com a privatização, executa o PAQ: demitir 500 colegas e fechar 20 unidades da nossa empresa.

Deram 10 dias para os nossos colegas decidirem se queriam ser demitidos com festinha ou sem festinha.

Cortaram o acesso deles aos sistemas.

E lhes forneceram sacos de lixo para resgatar os seus pertences pessoais em caráter de urgência.

Não bastasse isso, o diretor veio pessoalmente nos mostrar os seus slides provando matematicamente o quanto as demissões dos nossos colegas eram positivas.

E aquilo que foi boato ainda ali no dia 30 de novembro se transformou na terrível mensagem de ano novo da diretoria: batizaram como PAQ – Programa de Adequação de Quadro.

A diretoria diz que o PAQ parou por aqui. O mesmo PAQ que um dia desses era apenas um boato. Quem quiser acreditar, que acredite.

Por que alguém chamaria de programa algo que só tem uma etapa?

Tá nítido que as demissões vão continuar e não se limitarão a 500 pessoas.

Amanhã, poderá ser qualquer um de nós.

Só não vê, quem não quer.

E é por isso que nós dissemos à empresa e à sociedade que estamos em greve: pelo fim das demissões coletivas e sem negociação.

Foi a única resposta que nos sobrou nesse momento.

Se nos calarmos, tudo acontecerá e ainda de forma mais rápida.

Não estamos em greve por 1% a mais de aumento salarial. Estamos em greve simplesmente pela manutenção dos nossos empregos. É agora ou nunca!

E o movimento vai ganhar uma força absurda por todo o país.

Quanto mais juntos estivermos, quanto mais de nós estivermos em greve, mais força o nosso movimento ganha, mais poder de barganha e negociação com a empresa.

Então, quando você estiver trabalhando, e ver a cadeira ao lado vazia, lembre que o seu colega está lá fora tentando defender o emprego de ambos.

O PAQ é o desmonte da Dataprev que facilita demais a privatização, conforme comemorou o próprio Salim Mattar no Twitter.

A greve é a nossa resposta para que o Salim Mattar não diga depois que a sociedade está aceitando bem as privatizações que nem greves mais estão fazendo.

E dia 23/1 também saiu o decreto de inclusão do SERPRO no PND.

O projeto é muito bem orquestrado e executado.

Então, da mesma forma que a assembleia da Dataprev Ceará, Paraíba, e outros inspirou as assembleias no Rio de Janeiro, que a nossa greve possa inspirar o SERPRO, o INSS e demais categorias, além de outros setores da sociedade civil, a protestar contra esse governo a fim de frear, postergar e minimizar os danos futuros do projeto de Estado mínimo que está sendo implantado no país.

Hoje sou eu. Amanhã poderá ser você.

Estejamos juntos!!!