A Deputada Federal Natália Bonavides, do PT pelo estado do Rio Grande do Norte, conversou com os empregados da Dataprev e deu seu apoio para a campanha contra a privatização de Dataprev e Serpro.
Agradecemos o apoio, deputada. E o cidadão brasileiro também.
Juntas, Dataprev e Serpro armazenam dados críticos financeiros de todas as empresas do país. Caso ambas sejam privatizadas, esses dados passarão a ser controlados não pelo governo, mas por um grupo seleto de empresas (possivelmente apenas uma).
Quais os tipos de vantagens competitivas que podem ser obtidas com a exploração desses dados? Muitas, e são tão grandes que qualquer multa eventualmente aplicada não será maior do que os ganhos obtidos.
Rodrigo Bruno, funcionário da Dataprev e diretor do Sindpd-RJ, fala sobre a irresponsabilidade do projeto de privatizar os dados dos cidadãos brasileiros.
Rodrigo
Bruno, funcionário da Dataprev e diretor do Sindpd-RJ, debate o
argumento, comumente utilizado pelos defensores de privatizações,
de que a privatização da telefonia brasileira foi um sucesso.
Segundo Rodrigo, o barateamento da telefonia foi, na verdade, produto dos avanços tecnológicos pelos quais a área passou. Além do mais, apesar dessa queda considerável de preço, os serviços prestados por empresas dessa categoria no Brasil estão entre os mais caros do mundo e são notáveis pela quantidade de reclamações que acumulam anualmente.
O Ministro da Economia, Paulo Guedes, comemorou recentemente o fato de que o Estado brasileiro tem digitalizado muitos dos serviços que são essenciais para a população, citando como exemplo a Prova de Vida, que ocorrerá por biometria e a distância em 2020, eliminando assim a necessidade de que o aposentado vá até a agência mais próxima para realizá-la.
O ministro, entretanto, esqueceu de citar que a principal força motriz da digitalização deste e de muitos outros serviços é a Dataprev, que atua em parceria com os entes de governo aos quais atende para implantar essas transformações.
De qualquer forma, nós, funcionários da Dataprev, agradecemos ao ministro pelo elogio, e afirmamos que pretendemos continuar prestando este serviço por bastante tempo e como empresa estatal, pois entendemos que é nesta posição que a Dataprev pode melhor desempenhar o seu papel de empresa criada e construída com foco na utilização de soluções tecnológicas para alavancar políticas sociais de governo.
O vídeo com o elogio do ministro pode ser visto abaixo.
A Folha de S.Paulo
publicou uma reportagem na qual Rohit Chopra, membro da Comissão
Federal de Comércio dos Estados Unidos, destacou como o acesso a
dados pessoais dá vantagens competitivas às gigantes da tecnologia.
Além disto, ele declarou que as multas aplicadas por violação de
privacidade e uso indevido de dados não são o bastante para impedir
que essas empresas cometam esses crimes.
A reportagem
confirma dois dos argumentos centrais de nossa campanha. Primeiro,
que as punições previstas na LGPD não garantirão que um eventual
comprador privado utilize os dados hoje guardados por Dataprev e
Serpro estritamente para fins sociais e governamentais; caso o lucro
que pode ser obtido através da exploração desses dados seja maior
do que a multa, os ganhos compensarão as perdas.
Segundo, que ao
caírem nas mãos de uma empresa ou de um grupo seleto de empresas,
os dados sobre toda a população brasileira e sobre todas as pessoas
jurídicas do país darão vantagens competitivas extremas aos que
detiverem essas informações, enfraquecendo assim o livre mercado.
O perfil Governo Digital no Twitter fez postagem comemorando a digitalização de 50% dos serviços oferecidos pelo governo do Brasil, parabenizando os gestores, analistas de tecnologia da informação, e órgãos que contribuíram para este marco.
A Dataprev e o Serpro tiveram papel essencial neste processo que visa facilitar a vida do cidadão, mais uma vez comprovando o valor que estas empresas têm para o país.
Parabéns! 👏Gestores, Analistas em TI, empresas, órgãos, e todos aqueles que contribuem para: ✔️um governo + simples ✔️e uma vida + fácil para o cidadão😉#juntos#somosGovBr 🙌🇧🇷📲 pic.twitter.com/YgrLmpV6kK
O empresário e economista Eduardo Moreira aborda desigualdades sociais e menciona como as privatizações tendem a aumentar este grave problema que assola o país.
No mês de setembro, a Deputada Federal Edna Henrique, do PSDB pelo estado da Paraíba, recebeu os empregados da Dataprev.
Simpática, ouviu atentamente os argumentos e, na oportunidade, manifestou o seu apoio à causa, vestindo literalmente a camisa de apoio à Dataprev e ao Serpro.
Agradecemos o apoio, deputada. E o cidadão brasileiro também.
O Blog do Sakamoto, no portal UOL, conversou com Andras Uthoff, professor da Faculdade de Economia e Negócios da Universidade do Chile e doutor em Economia pela Universidade de Berkeley, que correlacionou os protestos que ocorrem no Chile atualmente com o processo de privatização de muitos dos serviços essenciais para a população.
“É uma manifestação contra o abuso que tem significado a privatização de serviços públicos com cobranças que a grande maioria não pode pagar, ficando excluída de bons serviços de saúde, educação, transporte, moradia, água, luz, energia”
O Brasil de Fato reportou a audiência pública
realizada na Assembleia Legislativa de Pernambuco, onde houve
um debate acerca da privatização de Dataprev e Serpro.
“O Sindicato de Tecnologia da Informação do Estado de Pernambuco (SINDPD) realizou uma audiência pública no Recife na última segunda-feira (14), com o objetivo de mobilizar a categoria e sensibilizar parlamentares em torno da defesa do Serpro, que através da criação de softwares livres permite que 30 milhões de brasileiros tenham acesso a sistemas como o do imposto de renda, que facilita a vida dos cidadãos e a Dataprev, que cuida dos serviços de previdência e assistência social e roda a maior folha de pagamento da América Latina.”